As propostas de dietas milagrosas mexem com a cabeça de
muitas pessoas que sonham com o corpo perfeito, regime que prometem perda de
mais de um quilo por semana são errados; o ideal é até 500 gramas a cada 7 dias. As promessas de emagrecer
rapidamente de até 10kg em 10 dias despertam o desejo mas podem causar
compulsão alimentar e o corpo perde peso, mas não emagrece, pois, o organismo
busca as reservas, na massa óssea e muscular, na água e nos nutrientes
essenciais para manter os órgãos funcionando. Isso ocorre porque, durante a
dieta, há perda de gordura e de massa muscular e com a perda da musculatura as
necessidades de energia diminuem e, ao interromper a dieta a pessoa volta a
engordar, podendo ganhar mais peso do que havia perdido com a dieta e a cada
investida neste tipo de dieta menos peso é perdido devido ao mesmo processo.
Assim, vamos adotar estilo de vida saudável, onde, deve-se ter equilíbrio na
formação do prato e prática de atividade física regular; então, o ideal é
sempre procurar o profissional responsável para este tipo de ajuda. O maior
desafio para quem quer emagrecer é tomar a atitude correta baseada em fatos e
lógica. Quando se começa a lidar com a eliminação do peso excedente, cria-se
uma aura mística e fantasiosa em torno do que pode e o que não pode ser feito
para que as dietas deem certo. Um cardápio criteriosamente elaborado divide a
quantidade de calorias diárias em seis refeições feitas durante o dia: café da
manhã, lanche matutino, almoço, lanche vespertino, jantar e ceia. Quando o
organismo não recebe alimento por um tempo maior do que três horas, ele começa
a estocar em forma de gordura o que vier a ser consumido. Pense nisso, e
cuidado com DIETAS MUITO RESTRITIVAS! Por isso, é sempre ideal procurar o
nutricionista que é capaz de te ajudar.
O Nutricionista que atua em Nutrição Clínica e Estética é um profissional de saúde que atua em equipe multidisciplinar e, possui habilidade para através da alimentação, técnica dietética e aconselhamento nutricional, oferecer estratégias para minimizar a ação do foto envelhecimento cutâneo, envelhecimento celular e funcional nos ciclos da vida (gestantes, crianças, adolescentes, jovens, esportistas, idosos).
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Efeitos Benéficos do Chá Verde – Resenha Crítica
Olá, este post é uma resenha do seguinte artigo:
CABRERA, CARMEN & GIMENEZ, RAFAEL, Journal of American Coleege of Nutricion, vol. 25, nº 2, 79 – 99 (2006) – Efeitos benéficos do chá verde.
Primeiro, um pequeno resumo do artigo, que fala sobre os efeitos benéficos do chá verde.
De um modo geral, a autora levou em consideração vários estudos realizados por vários autores para demonstrar os benefícios do chá verde. Os estudos declarados no artigo determinam uma variedade de experimentos em animais que têm demonstrado que o extrato possuem efeitos antioxidante, antimutagênica, antidiabéticos, anti-inflamatórios, antibacterianos e antivirais. Estudos epidemiológicos sugerem que o consumo de chá verde pode ter um efeito protetor contra adesenvolvimento de vários tipos de câncer
Além disso, vários estudos epidemiológicos com humanos têm demonstrado que o consumo regular de chá verde tem efeitos benéficos e que mostra uma taxa significativa de proteção contra o desenvolvimento de algumas doenças orais e contra
radiações solares. Também contribui para o controle do peso corporal e para o aumento da densidade óssea, bem como ser capaz de estimular a sistema imunológico. No entanto, de acordo com o artigo a autora observa que há resultados conflitantes entre os estudos de coorte em diferentes países. Também é importante considerar o tipo de chá ou de sua
preparação, devido ao forte impacto desses fatores sobre teor de polifenóis e sua concentração. Também é importante chamar a atenção sobre a necessidade de maiores estudos sobre a natureza e os mecanismos do ativo compostos do chá verde,
a biodisponibilidade das catequinas nos seres humanos, e níveis adequados de dose para atuar como alimentos funcionais.
radiações solares. Também contribui para o controle do peso corporal e para o aumento da densidade óssea, bem como ser capaz de estimular a sistema imunológico. No entanto, de acordo com o artigo a autora observa que há resultados conflitantes entre os estudos de coorte em diferentes países. Também é importante considerar o tipo de chá ou de sua
preparação, devido ao forte impacto desses fatores sobre teor de polifenóis e sua concentração. Também é importante chamar a atenção sobre a necessidade de maiores estudos sobre a natureza e os mecanismos do ativo compostos do chá verde,
a biodisponibilidade das catequinas nos seres humanos, e níveis adequados de dose para atuar como alimentos funcionais.
Portanto, os atores concluem que os efeitos benéficos do chá verde à saúde são cada vez mais provados, seria aconselhável para incentivar a regularidade do consumo desta saborosa bebida. Levando tudo isso em conta, seria aconselhável considerar o consumo regular do chá verde nas dietas ocidentais.
Então, os autores levaram em consideração vários estudos para emitir suas conclusões. Durante todo o artigo, ouve relatos de estudos, tanto em ratos como em seres humanos, como também, o mesmo foi realizado em tópicos mostrando todo o processo dos estudos e é durante a introdução que os autores especificam a finalidade dos principais pontos do estudo.
Reforçando, ainda, suas opiniões em autores de peso, destaca os efeitos benéficos do uso diário do chá verde na dieta ocidental, mesmo, que em alguns pontos do estudo há algumas controvérsias merecendo mais estudos complementares, principalmente, em humanos.
Coerente com essas preocupações, a abordagem crítica é essencial para investigar o que ocorre nos estudos em artigos científicos, principalmente, quando relacionado a vidas humanas.
Os autores concluem que o chá verde foi consumido na China e outros países asiáticos desde os tempos antigos, a fim de manter e melhorar a saúde e que é considerado um dos mais promissores agentes dietéticos para a prevenção e tratamento de muitas doenças.
Finalmente, deixam claro que o uso do chá verde deve fazer parte do consumo diário da alimentação dos ocidentais.
CRÍTICA DA RESENHISTA
A obra fornece subsídios importantes e esclarecimentos contundentes sobre os benefícios do chá verde, sua composição, seu processamento, como fator antioxidante, a curiosa biodisponibilidade das catequinas, a sua importância na saúde humana, tudo isso referenciado por autores e com estudos comprovados, mostrando os sólidos conhecimentos dos autores acerca do assunto, os autores empenharam-se em apresentar clara e detalhadamente os estudos realizados por vários autores, as características da pesquisa cientifica, levando-nos a compreender a importância do uso habitual do chá verde. Durante a leitura do artigo observamos que é necessário um conhecimento prévio em nutrição e bioquímica para ser entendido.
Com estilo claro e objetivo, os autores dão esclarecimentos sobre o método cientifico, exemplificando, impulsionando reflexão crítica e discussão. Os estudos citados amplamente nos auxiliaram na compreensão dos benefícios do chá verde e do uso excessivo do mesmo possibilitando analisar e confrontar as suas opiniões, a fim de chegarmos à nossa própria conclusão, decidindo-nos a indicação do uso do chá verde na dieta.
Finalmente, com o estudo desse artigo, podemos amadurecer mais, enriquecendo nosso trabalho.
sábado, 2 de março de 2013
Atividade metabólica do tecido adiposo
ATIVIDADE METABÓLICA
DO TECIDO ADIPOSO
O tecido adiposo como órgão
endócrino:
O TAB
é composto por adipócitos, pré-adipócitos, macrófagos, células endoteliais,
fibroblastos e leucócitos. O adipócito pode ser considerado uma fábrica metabólica, produtora de diversas
adipocitocinas responsáveis por diversas ações na homeostasia e em vários
estados patológicos, como na síndrome metabólica (SM) e no diabetes melito tipo
2 (DM2).
Existe
uma heterogeneidade na produção das citocinas em relação aos diferentes locais
de depósito de tecido adiposo, que apresentam papeis diferentes, dependendo do
padrão de produção e secreção de adipocinas. Essas características definem o
tecido adiposo como miniórgãos endócrinos.
ADIPOCITOCINAS:
Leptina:
A
leptina é um produto do gene ob, e tem a principal função na regulação do peso
corporal. A ação da leptina no Sistema Nervoso Central (SNC), em especial no
hipotálamo, suprime o consumo de comida e estimula o gasto energético.
Os
obesos em geral apresentam níveis elevados de leptina, e sua administração
induz uma perda limitada de peso; indicando que existe uma dessensiblização
para o sinal da leptina, um fenômeno conhecido como resistência à leptina. Esse
fenômeno pode ocorrer por pelo menos dois mecanismos: saturação do transporte
da leptina pela barreira hematoencefálica e anormalidades na ativação do receptor
ou na transdução do sinal. A leptina parece agir na integração entre tecido
adiposo, os centros hipotalâmicos que regulam a homeostasia energética e o
sistema reprodutivo, indicando se as reservas de energia estariam adequadas
para a reprodução normal. A leptina tem um potencial envolvimento na
inflamação; ela age diretamente nos macrófagos aumentando a sua ação fagocítica
e sua capacidade de produção de citocinas, assim a leptina deve desempenhar
papel relevante na inflamação associada ao DM2 e à arterosclerose.
Adiponectina:
A
adiponectina possui duas características únicas: é secretada exclusivamente
pela célula adiposa, e é o único fator secretado pelo adipócito com
propriedades sensibilizadoras da ação da insulina. Os níveis de adiponectina
estão reduzidas na obesidade e na D2 e podem aumentar com o tratamento do DM2
com glitazonas e com a redução de peso.
Alguns
mecanismos são conhecidos para a adiponectina melhorar a ação da insulina –
redução dos níveis circulantes de AGL pelo aumento de oxidação de gordura pelo
músculo; e estímulo direto da captação de glicose em músculo e adipócitos pela
ativação do monofosfato de adenosina quinase (AMPk). Em resumo, a adiponectina
é uma proteína plasmática abundante derivada do adipócito, com propriedades
sensiblizadoras da ação da insulina, anti-inflamatórias e antiaterogênicas. As
comorbidades associadas aos níveis reduzidos de adiponectina podem ser reflexos
de uma síndrome clínica, chamada por nós de “síndrome da hiponectinemia”.
Resistina:
A
resistina foi descoberta em pré-adipócitos durante o processo de diferenciação
em adipócitos. Em humanos com DM2 existe
uma concomitante elevação dos níveis de insulina – hipersinsulinemia – e
resisitina. Isso sugere que o efeito supressor da insulina sobre a produção de
resistina está comprometido. Em outras palavras, a RI no adipócito não bloqueia
a produção de resistina. Também, em humanos obesos e diabéticos a redução de
resistina se correlaciona com a RI hepática. Os níveis de resistina estão mais
elevados em obesos do que em magros, havendo ainda significativa correlação
entre os níveis de resistina e o IMC.
Anogiotensinogênio:
A
principal fonte de anogiotensinogênio em humanos é o fígado, no entanto as
células adiposas representam importante local de expressão e produção dessa
proteína. A expressão tecidual de anogiotensinogênio no adipócito está elevada
na obesidade humana. A angiotensina II é um potente vasoconstritor e está
implicada no desenvolvimento da aterosclerose na vasculatura muscular pela
inibição da cascata de ação insulínica.
PAI – 1:
O
PAI – 1 é uma serina quinase que inibe a ativação do plasminogênio, responsável
pela quebra deste para a plasmina, e, portanto, ativadora da cascata
fibrinolítica. Níveis elevados de PAI – 1 descontrola o equilíbrio fisiológico
ente os sistemas de trombogênese e fibrinólise, favorecendo a formação de
microtrombos e acelerando o processo de aterosclerose. Tanto na obeisade como
na DM2 os níveis de PAI – 1 estão elevados, correlacionando-se com o
desenvolvimento de doença arterial coronariana (DAC) e infarto do miocárdio;
além disso, os níveis elevados de insulina potencializam o adipócito na
produção de PAI – 1 e a célula adiposa disfuncional, ao produzir PAI – 1, pode
acelerar processos comuns à doença cardiovascular (DCV) e ao conjunto
RI/obesidade/diabetes.
TNF – α:
O TNF – α promove a RI estimulando a
fosforilação do substrato do receptor da insulina (IRS – 1) em serina. Os
níveis circulantes de TNF – α estão elevados na obesidade e no diabetes.
Interleucina – 6:
A
IL – 6 é uma citocina inflamatória, altamente expressa em adipócitos, que
desempenha importante papel na regulação da função da célula β. Em humanos com
DM2, os níveis de IL-6 se associam ao grau de intensidade da intolerância à
glicose e da inflamação, sendo esta indicada pelos níveis de proteína C reativa
(PCR). A correlação entre IL-6 e PCR é um reflexo de um efeito direto sobre a
produção e secreção de PCR pelo fígado, sendo parte dos efeitos inflamatórios
da IL-6 produzidos ´pela própria PCR.
Adipsina e proteína estimuladora
da acilação (ASP):
As
proteínas Adipsina e proteína estimuladora da acilação são expressa em
adipócitos, sendo componentes da via alternativa do complemento. A ASP aumenta o depósito de lipídeos em
adipócitos, aumentando a captação de glicose e sua deposição como TG, por isso,
existem aumentos moderados de adipsina e intensos de ASP na obesidade e no DM2
em humanos.
Visfatina:
Recentemente
foi isolalda da gordura visceral de humanos. O ganho de peso promove aumento
dos níveis circulantes de visfatina. A visfatina é uma proteína previamente
identificada como fator estimulador de colônias de célula pré-B (PBEF), uma
citocina expressa em linfócitos; a visfatina exerce ação hipoglicemiante
semelhante à insulina reduzindo a glicemia; ela tem a capacidade de se ligar ao
receptor de insulina e estimulá-lo.
OUTRAS FUNÇÕES ENDÓCRINAS DO
TECIDO ADIPOSO:
A
CONVERSÃO DE ESTEROIDES SEXUAIS EM Adipócito é quantitativamente importante, produzindo
entre 10% a 20% dos níveis circulantes; ao contrário, a conversão e de
glucocorticoides é menos expressiva. Essa conversão/produção está aumentada na
obesidade.
Em
resumo, várias proteínas são produzidas no tecido adiposo, exercendo funções autocráticas,
parácrinas e endócrinas em conjunto com outros órgãos e sistemas como C, fígado
e músculo, importantes na coordenação do consumo e estocagem de energia.. Entre
elas, temos a leptina, ASP e adiponectina, que ao se tornarem alteradas,
desempenham efeitos na adiposidade corporal e na SI.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Diferenciação dos tecidos adiposos
Diferenciação do tecido
adiposo:
O processo de diferenciação dos adipócitos, denominado
adipogênese, ocorre em 4 estágios. O primeiro estágio refere-se aos percursores
mesenquimais, que são células multipotentes capazes de diferenciar em várias
linhagens celulares, dentre eles, temos os pré-adipócitos, um tipo de célula já
comprometido com a formação de adipócito, e tem morfologia parecida com
fibroblastos. O próximo estágio, ocorre a ativação de genes específicos de
adipócitos; por fim origina-se o adipócito maduro, o qual é caracterizado pela
presença de grandes gotículas de lipídios rodeadas por uma proteína específica
denominada pirilipina, como também, pelo fator de transcrição PPAR-γ, o
hormônio leptina e o transportador de glicose GLUT-4. Com relação ao adipócito
marrom maduro, o grande marcador da diferenciação terminal desta é a presença
de proteína desacopladora mitocondrial UPC1.
O processo de diferenciação de um adipócito depende da
ativação de uma cascata de fatores de transição específicos, que desempenham
papel chave na complexa de transcrição que ocorre durante a adipogênese.
O PPAR-γ é membro de uma família de receptores nucleares,
cuja atividade é necessária e suficiente para a adipogênese; que pode ser
ativado por compostos sintéticos denominados tiazolidinedionas (TZD), os quais
são usados clinicamente como agentes antiabéticos e o PPAR-γ uma vez ativado
muda de conformação estrutural. Entre as moléculas coativadoras necessárias
para ativar o PPAR-γ estão os receptores de esteroides (SCRs) e o PGC1-α.
Outro fator de transcrição importante para a
diferenciação de pré-adipócitos é o fator de transcrição C/EBP, onde a
proliferação celular é cessada logo após o aumento da expressão do C/EBP-
α
que promove a ativação trasnscricional de muitos genes que codificam proteínas
necessárias para o fenótipo do adipócito, como a proteína ligadora de ácidos
graxos – conhecida como a P2 e a fosfoenol-piruvato carboxiquinase (PEPCK).
A diferenciação das células mesenquimais em adipócitos
requer não somente a indução de diversos fatores de transcrição, como descrito
anteriormente, mas também a supressão de proteínas que atuam inibindo a
adipogênese. Entre os clássicos fatores inibidores da adipogênese destacam-se
as proteínas WNT e β-catenina. A ativação de WNT/β-catenina bloqueia a
diferenciação dos adipócitos, enquanto sua inbição induz adipogênese, indicando
que a sinalização por WNT deve inibir o desenvolvimento dos adipócitos.
Diferenciação do tecido
adiposo marrom:
Um coativador de transcrição que exerce importante papel
na diferenciação do TAM é o PGC1- α, o qual é altamente expresso na gordura
marrom, diferente da gordura branca, onde é pouco express. Esta proteína é uma
das principais responsáveis pela ativação da biogênese mitocondrial e da
termogênese na gordura marrom. Outra proteína descoberta que se mostrou
essencial para a formação de adipócitos marrom é a PRDM – 16, ela promove a
indução de genes mitocondriais, bem como específicos de gordura marrom; a sua
ação decorre da interação direta com outras proteínas. De fato, a PRDM-16 é
capaz de coativar a atividade transicional do PGC1-α e do PPAR-γ pela interação
direta com essas proteínas.
Outra molécula que se mostrou interessante em induzir a
diferenciação de TAM foi a BMP-7, que é um poderoso indutor da diferenciação de
TAM, o que resulta no aumento do gasto energético e na redução do ganho de
peso.
A capacidade de PRDM-16 e BMP-7 em ativar a diferenciação
da gordura marrom tem feito com sejam visto atualmente como bons alvos
moleculares para o desenvolvimento de medidas terapêuticas capazes de aumentar
a massa de TAM.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Terceira idade e a nutrição.
A importância da nutrição na
terceira idade
Os
primeiros registros de associação de alimentação à saúde datam de cerca de 2500
anos atrás. “Que o teu alimento seja o teu remédio e que teu remédio seja o teu
alimento” pregava o filósofo Hipócrates, pai da Medicina e pioneiro na
utilização de alimentos no tratamento e prevenção de doenças. Com o passar dos
anos, nosso organismo passa por diversas transformações. Para continuar com saúde
e disposição, prevenindo e tratando as doenças já instaladas, a alimentação é
um ponto fundamental. Sob o ponto de vista fisiológico, o idoso tem uma redução
de diversas propriedades do organismo. Além de alterações na dentição, que
dificultam a mastigação; e de locomoção, um obstáculo para a busca de alimento;
as funções digestiva, absortiva, gástrica e intestinal estão reduzidas. E ainda
com os baixos valores das aposentadorias, há a dificuldade de aquisição de
maior variedade alimentar, o que reduz as chances do indivíduo ter acesso a
todos os nutrientes necessários.
Em qualquer faixa etária, é
importante a atenção à variedade na hora das refeições. O prato típico
nacional, composto de arroz, feijão, carne, salada e vegetais, é um bom começo.
Na terceira idade, a receita não é diferente. Os idosos devem ter cuidado para não
restringir a alimentação a carboidratos, como pães e massas; e às formas
líquida ou pastosa, como as sopas. Embora mais fáceis de ingerir e preparar,
devem estar sempre acompanhados de frutas, verduras, salada e proteína. As proteínas são encontradas especialmente nas
carnes. Se houver dificuldade de mastigação, o leite, ainda que o de soja em
caso de intolerância à lactose; bem como peixes ou ovo, são ótimas fontes. No
caso dos legumes, para facilitar devem estar bem cozidos e macios. Quanto às
frutas e vegetais, podem ser ingeridos sob a forma de sucos.
E
é importante nesta fase da vida a orientação profissional, pois, assim como os
medicamentos, suplementos vitamínicos e alimentação devem ser consumidos a
partir de orientação de profissionais especializados. Isso porque a existência
de doenças crônicas é um fator relevante a ser considerado. A vitamina A, por
exemplo, é hepatotóxica. Sua suplementação não deve ser indicada para
portadores de insuficiência hepática. Diabéticos, hipertensos e portadores de
insuficiência renal ou cardíaca são outros exemplos que devem receber atenção
especial neste aspecto. O mesmo vale para os preparados de líquidos de fórmulas
nutricionais especiais para idosos, disponíveis em casas especializadas. Ainda
que voltados às carências típicas desse público, seu consumo tem seguir
indicação profissional.
Os
Familiares e os cuidadores devem estar sempre atentos aos hábitos alimentares
dos idosos, verificando quantidades e variedades ingeridas a cada refeição, bem
como sua freqüência. Em caso de visível perda ou ganho de peso repentino, é
necessária avaliação médica e do nutricionista para investigação das causas.
Muito mais que um sinal de alimentação inadequada, tais sintomas podem advir de
doenças graves. A depressão é outro problema freqüentemente refletido na
alimentação. A perda do cônjuge ou de pessoa próxima é um dos principais
fatores desencadeantes. Tendência ao isolamento e perda de apetite são alguns
dos sintomas.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Os radicais livres e o dano muscular.
Os radicais livres e o dano muscular
produzido pelo exercício: papel dos antioxidantes.
O exercício físico intenso e
contínuo é acompanhado pela produção de radicais livres, que provocam uma
alteração das membranas celulares, o que causa uma lesão acompanhada por um
processo inflamatório ao nível das fibras musculares. Várias causas foram
sugeridas para estas alterações, entre as quais o alto grau de estresse provocado
pelo exercício, alterações da microcirculação, produção de metabólitos tóxicos
e depleção intramuscular dos substratos energéticos. O dano muscular está associado
com aumentos dos níveis plasmáticos de creatino-quinase (CK) e de lactato desidrogenase
(LDH), o que servecomo indicador do aumento da permeabilidade celular resultante.
A formação de radicais livres e
o desencadeamento do processo de peroxidação também contribuem para o dano muscular.
Embora o papel do exercício na produção da radicais livres não esteja ainda bem
esclarecido, um grande número de autores sugerem que a elevação do consumo de oxigênio
durante o exercício induz a produção de radicaislivres e outras substâncias
oxidantes. O oxigênio, no processo de respiração celular, é utilizado no
interior das mitocôndrias, onde intervém no metabolismo de gorduras, proteínas
e carboidratos, liberando-se água, dióxido de carbono e catabólitos diversos,
além da energia calórica produzida.
Os radicais livres são moléculas
instáveis ou fragmentos de moléculas sem um par de elétrons nas suas órbitas exteriores.
Os radicais livres do oxigênio incluem o radical superóxido, o peróxido de
hidrogênio e o radical hidróxilo. Os radicais livres são altamente reativos. A
sua ativação pode causar processos traumáticos nos tecidos pelo desencadeamento
de diversas cadeias de reações. Se um radical reage com um não-radical, é
produzido um novo radical livre. Hoje se sabe que o exercício físico intenso e
contínuo é acompanhado pela produção de radicais livres que causam alterações
das membranas celulares, provocando uma
lesão de fibras musculares, acompanhada por um processo inflamatório, o que
conduz a uma redução da função muscular com a liberação de enzimas musculares,
alterações histológicas evidentes e dor muscular.
Os antioxidantes são substâncias
que ajudam a reduzir os efeitos do estresse e da falta de oxigênio, formando
complexos que atenuam as reações produtoras de radicais livres. A capacidade de
defesa do sistema antioxidante depende de uma dieta adequada em micronutrientes
(vitaminas, minerais, aminoácidos). Recentemente foi descrito na literatura que
as vitaminas A (beta-caroteno), E (tocoferol) e C (ácido ascórbico), junto com
minerais como o zinco, atuam como agentes protetores antioxidantes35. O ácido
ascórbico pode reduzir o radical livre do tocoferol e regenerá-lo. O radical de
ascorbato, que é estável ou ao menos não reativo, pode ser reduzido
enzimaticamente a ácido ascórbico por uma reação sistêmica de nicotinamida
dinucleotídeo. Os tocoferóis e os beta-carotenos estão incluídos dentro dos
antioxidantes que protegem a membrana celular diante dos radicais que atacam as
lipoproteínas de baixa densidade da mesma. O período precedente à oxidação, no
qual é consumido primeiro o tocoferol e depois o beta-caroteno, é denominado
fase de intervalo. Esta fase parece servir como medida da proteção das
lipoproteínas pelos antioxidantes e a sua duração está determinada pelo
conteúdo de antioxidantes. Os tocoferóis atuam como primeira barreira defensiva
contra os radicais lipofílicos, enquanto que o ácido ascórbico intervém como
primeira barreira diante dos radicais hidrofílicos. Além da forma química
desses compostos do sistema defensor diante dos oxidantes, existem outras
enzimas endógenas antioxidantes que possuem grande importância na proteção
celular, como a superóxido-dismutase, a catalase e a glutation-peroxidase. A
superóxido-dismutase catalisa a redução de superóxido a oxigênio e peróxido de
hidrogênio, enquanto que a catalase converte o hidrogênio peróxido em água e
oxigênio.
Entretanto, diferentes
componentes do sistema de defesa contra os radicais livres aumentam nos tecidos
através da realização de exercícios regulares. Nesse sentido, vários autores
têm relatado que o treinamento promove um aumento da atividade enzimática
antioxidante muscular. Porém, ainda não está claro qual é a duração e a
intensidade ideais de exercício que conduzem à máxima estimulação dessas enzimas.
O treinamento induz a produção de enzimas como a glutation-peroxidase,
superóxido-dismutase e catalase. Também, depois do exercício foi observado um
aumento plasmático de tocoferol, ácido úrico e ácido ascórbico, substâncias que
possuem uma potencial atividade antioxidante. O exercício parece perturbar o
equilíbrio do sistema defensivo antioxidante, e quando a fração antioxidante é
comprometida aumenta a suscetibilidade ao dano muscular. Contudo, parece que o exercício
regular de intensidade moderada é necessário para manter o sistema de defesa
antioxidante.
Texto retirado de um artigo de revisão - Alfredo
Córdova e Francisco J. Navas.
Algumas considerações importantes para esportistas:
1. Durante o exercício máximo a produção de energia
pelos músculos ativos pode ser 100 X maior do que a de repouso, ou seja,
MÚSCULO ATIVO GASTA MAIS ENERGIA.
2. Em exercícios persistentes, o gasto energético
aumenta cerca de 20 a 30 vezes que a de repouso
3. Exercício aumenta a captação de glicose
4. Substrato para o exercício: gordura de boa
qualidade, carboidrato (IG), e proteína de alto valor biológico.
Situações que ocorre estímulo para degradação dos
aminoácidos:
• Jejum
prolongado;
• Exercícios
intensos e/ou prolongados;
• Doenças:
diabetes mellitus, câncer, etc;
• Baixo
consumo de carboidratos;
• Excesso
no consumo de proteínas;
• Baixo
consumo de aminoácidos essenciais;
• Desnutrição;
• Envelhecimento
domingo, 18 de novembro de 2012
A importância das fibras na nossa vida.
A IMPORTÂNCIA DAS
FIBRAS:
A fibra, um dos componentes dos alimentos vegetais que nos seres
humanos não pode ser digerida pelas secreções gastrintestinais, ganhou nos
últimos anos importância especial na prevenção de certas enfermidades (doença
cardiovascular, câncer de cólon, diabetes, etc), além de ser fundamental na
normalização da função gastrintestinal, prevenindo a constipação (intestino
preso).
As fibras podem existir de duas formas: insolúvel ou solúvel.
A fração insolúvel é encontrada nos cereais (farelos de um modo
geral), pão integral, cereais matinais integrais, bolachas, torradas, arroz
integral, aveia, farelo de trigo, hortaliças e frutas (especialmente nas
cascas), atua principalmente na parte inferior do nosso intestino (intestino
grosso) retendo água, aumentando o volume fecal e fazendo com que haja a
produção de fezes mais macias, facilitando também a movimentação intestinal.
Por isso, elas estão relacionadas à prevenção de prisão de ventre e de doenças
como diverticulite e câncer de cólon.
A fração solúvel é encontrada principalmente em alimentos como a
aveia, cevada, feijão, lentilha, ervilha, frutas cítricas (bagaço), maçã
(casca), goiaba e em certas gomas e mucilagens, muito utilizadas na indústria
de alimentos como espessantes. Este tipo de fibra atua principalmente na parte
superior do trato gastrintestinal, mais especificamente no estômago e no
intestino delgado, onde ocorre a digestão e absorção dos nutrientes, têm
pequeno efeito na evacuação, entretanto, previnem a reabsorção do colesterol
encontrado na bile, que é usualmente reabsorvido pelo corpo.
*Benefícios do consumo de fibras:
Lipídios (Gorduras)
· Redução do colesterol total
· Redução do LDL colesterol (mau colesterol)
· Aumento do HDL colesterol (bom colesterol)
· Redução dos triglicerídios
Glicose
· Redução da hiperglicemia (controle do diabetes)
· Aumento da sensibilidade do músculo à insulina
Pressão sangüínea
· Redução da pressão sistólica e diastólica
Controle de peso
· Redução da ingestão de energia e gorduras
· Aumento da sensação de saciedade
· Alguma perda da energia consumida
Problemas intestinais
· Alívio da prisão de ventre
· Prevenção de doenças como diverticulite, câncer de cólon e
síndrome do intestino irritado.
Por dia, uma pessoa deve ingerir entre 25 e 30 gramas de fibras. É
importante uma dieta variada, que contenha farelos, aveia, frutas, verduras,
legumes, grãos e pão integral para alcançar esta quantidade. Para que as fibras
cumpram o seu papel no organismo, é necessária a ingestão de pelo menos 2
litros de água diariamente.
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